5.3.09

Filé mignon sem tratado.

Se pulo é porque deveria transpor todo tempo
dentro da limitada corrente de meu senso bêbado.
Se cometo crime e não me rendo - é! vem aqui e aqui comigo.
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Que se for um trago: olhe! que seja sucessivo.
Se é um deus (risadas) que não lhe dêem um ofício além-cosmo:
Será que tem fim essa piada sem graça? Doravante só visto rei.
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Dê-me sua bona-vontade e eu lhe recolherei os torpes atirados.
Entenda contudo que não serei um cortês gastado ou outra baratice
e se lá houver urubus-pardos ou colarinho-periferia - sim - eu vou!
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Sou só cara e mais cara e menos cara e bola mas não dou passe:
Somente abro e sirvo para um bem estar único entre nós - colibris.
O mais prático em mim é a mania de ressurgência não destacada.

4.3.09

Composição sem ordem.

Refuto tomates frescos e não quero aplausos.
Sou contagioso, sou fracasso e sou álcool indigesto.
Um derrame enlouquecido sou em noturnidade plena!
Não era somente aquela longiqüidade às mãos -
Posto que em tempo frustaria essa obliqüa caretice!
Etiqueta-dois também caiu, a três, a quatro: liquidação!
Contudo serei canção em contraditório esquecimento.


( não duvide de um falso índio treslouco )

1.3.09

O colapso é o meu efeito.

Esse é meu diferencial:
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Mastigue
pura sacanagem.

28.2.09

O típico desuso ( ou Com que gosto! )

Largue-se - meninice. Pois que outro tempo haverá - se sisuda lhe cobrir com seu manto negro a tarde de nunca... de nunca ser aquela incipiente e imprópria moceta benvinda? Saltitando e sim e sim e sim: toca-me - doutor - toca-me! Mudava a pessoalidade da minha paciência em assistir. Era ruiva e rouca e rameira e criançola. Um atestado de loucura plena! Mas trepidava meus ossos irrigados de tensão amorosa e que como! (...) Abana-te! Levanta-te! Quem sabe ao acaso de uns tempos mais serei aquela subversão poética que tu me pediste outrora em casamento breve e pouco promissor talvez. Contudo, se houvesse, eu até aceitaria. É! Se tu tens bons gostos e gestos anfidinâmicos e pretensiosas gargalhadas seduzidas. Que gosto! Com que gosto... um dia também - como vês - armei cegueira daqueles outros detalhes que desabaram a torridez de peste em mim. Era em convulsão e outro tempo em lamento. Só aquele cigarro sabe como ou aquele garçom abstraído de qualquer porra de vazio. Não havia garçom. Somente aquela garçonete e eu uma garça entranhada de gestos canalhas. Eu não quero pouco no meu primeiro gole nem mesmo no último deles. Morrerei aí mas não sei se afogo ou me afobo. Não sei. Eu não sei. Não.

Parênteses.

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O dia alucino a noite alucina,
e somos um só terror do estado.




24.2.09

Mais um degrau.

Ali está a caça em que supomos quase caçada.
Ali está a vitória em que supomos quase vencida.
Ali está tudo que supomos quase casa e roupa lavada.
Ali está o vício em que supomos a nossa varanda.
Ali está tudo que suponho, sem medo, é todo meu.
Ali está o cigarro que supomos quase apagado.
Ali está a vantagem que supomos inteiro prejuízo.

Há - é certo - a minha gentil caça sem seu caçador:
e ali tudo se pensa como vive um coração em faísca.
É exceptuado ali um pífio incêndio sem o meu fogaréu
e nele a totalidade supõe que a vida sem fogos não é.
Ali está o mundo em que supomos grande desabitação:
ah! E aquela angústia farofa de ser tudo que não se é.
Ali mora um deus profano e todo e qualquer náufrago:
Em desórbita... recitando um brevíssimo ADEUS.


20.2.09

Falta quanto tempo?

Eu lhe disse que ele disse que contaria o que disse. Mas não é nada.
Disse que disse que disse e que disse: nunca é nada.
Que fique só subentendido. Mas nunca será nada.
Inalcançável. Doentio. Poesia. Fartos seios.
Olhos negros e nenhuma rima.
Nunca será nada.
(...)

19.2.09

Deveria falar bem menos.

Se tu soubesses onde guardo minha montanha de amores, tocaria, tal como rebelde, a magnitude em boniteza de teus beiços delicados e se tu enxergasses o meu desespero estampado - ah, dadíssima senhorita! - serias a minha grande revolução sensitiva: um poetaço e sua poesia flama nus, interagidos, que só em mais tenras utopias da putaria mundana e toda a sua complexida contraditória - haveria merecido termo para ocasioná-las com crua veracidade. Somos milenares e metafóricos foliões tropicalistas. Envelhecidos por um Saudosismo em validade indefinida. Somos pais em hipocrisia e mães sôfregas. A rosa da fertilidade nos abriu suas largas asas em fausto e que valioso voaceiro de bem te ver! Ainda assim - vê! - ELES continuam paralíticos à espera mais rotineira do mês: os pratos, que por sua vez são os últimos donos de tudo e de minha totalíssima falta de superação - sobretudo.

18.2.09

Sem progresso.

...Latido desvairado. Novela. Uma cena repetida. Uma cela incondicional. Implacável. Eu sou um cachorro quando tu me apregoas o teu andado. Limpa-me. Não sou impecável: um giramondo nunca é. No meio desse povo não sou a carapaça da verdade nem a ampla abertura da perfídia. Um cego desvairado. Latindo... Lamparina apagada. Um paraíso sem intenções. Outono permanente. O sonho da velhice saudável. Sapato vazio. Gaveta vazia. Carteira vazia. Isqueiro sem gás. Revolução sem massacre. Inevitável. Desnecessário. Pecado. Pecado. Um dia sem mim é desvantagem. Mas eu recrio uma tentativa após a última falha. Sou sucessivo e tedioso. Uma construção em itálico. Um pequeno em pequenice. Latindo...
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Maria? Taí? (...)
Onde estão as meias?

16.2.09

Falhas.

Poentro e consternação consumiram por um mês aquele meu pensamento masculino. O prato tá virado e só me resta uma barra de sabão. Cuspa - menino. Quebre o copo na cara dele - quebre! Espanque! Maltrate! Cuspa. Cuspa - menino! Quebre o copo na cara dele! Poentro e consternação me consumiram. Benvindo a um bom fim. Só me resta uma barra de sabão...
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Onde? Em meus ósculos em dessuetude.
Você merece. Eu também.