23.3.09

O meu preço é o mais barato.

Em outra nacionalidade ainda resta o fracasso,
Tal que a surpresa prega aos causos um bem pior
E que aí em seu estado espoleta - ainda menina
- Estará outros males e não recebem um vulgo.

Existe, sim, algumas frases perdidas às cegas etílicas, às vias,
E nelas uma constipada existência - ou um luto carnavalesco
Seguindo póstumo aos costumes brasis e às suas bebedices -
E um breve ensaio à magnânime utopia, meramente reles.

Eu repito: o meu preço é todavia o mais barato do mundo
E nele não há pontas sequer de brilhantismo que o determinem!
Assim como aquelas asas dadas aos maníacos e musicistas - vis -
Ou aquela ventura grávida dos mímicos pornôs num instante vadio.

21.3.09

Rebubinadíssimo.

O mais notável é que a desvirtude que tu me apontas não é nada. E, no mais, que se penso como tal, é que sou contínuo e sou louco inteiro. Aquém demais porque perdoar - meu grande bem - não é nada astronauta! Acolá! Observe bem que antes sempre andei com você, e mesmo de longe, era nisso tudo também que eu seguia inteiramente animalíssimo: eu sou eu, eu! Sem aquelas fatias observacionais secundárias e íntimas dadas à minha amargura: estamos na eqüidistância da impossibilidade rompida; eu beijo você e é tudo aqui.

16.3.09

Um conceito sem progressividade.

A ternura é uma puta pacificidade em mim
e é a santidade em meus dias sonolentos
é um segmento traçando limítrofe.

Executo peças imponentes por roçar na cidade
dando sentido impróprio à tarde de magreleza
e de turvidez cáustica sobre a face politizada.

Como então serei vergonha falida - um fato
erguido sem propósito algum - é quando numa tarde
couber infindíssimas loucuras de amor que vivi - e ódio.

Sou egocêntrico criador de vantagens humanitárias
e meu pesinho é a fonte da barca que atravesseu a corda
que termina antes de minha época em meus pêlos sofistas.

E quando - uma e outra vez - um sujeito tenta tirá-las de mim,
mas que desmedido paspalho... não tenho suportado nada mais.
Eis um próspero poetaço erguido às causas inexistentes da pátria!

Com que cólera mais afetada por seu atestado de reprovação
uma pobre ovelha tem de dar-se à morte na antipaticidade alheia?
Preço nenhum: veja bem! há relatos que não dizem merda alguma.


15.3.09

Ando e sem sentido algum, canto.

Aos pés de uma saciedade olímpica
a tecer um amor em alquimia, eu dizia:

O saboreio de minha latitude é magnífico!
E não seja por isso, o meu teto é de um colorido fútil
De suas pálpebras em rimas. O papo casado?
Uma atenuidade sábia gritando eu desisto, eu desisto!

Mas não serei um sapo usurpado,
clamando poesia altruísta, barata, barata!
Deitarei púrpuro sobre o harmonioso beiço telúrico,
Um caro paciente aguerrido nessa ternura malandra!

De programático em rapto que sem sentido, navegante atônito;
Resta-nos o peso da informação desnecessária
e um só ponto de sacanagem!

5.3.09

Filé mignon sem tratado.

Se pulo é porque deveria transpor todo tempo
dentro da limitada corrente de meu senso bêbado.
Se cometo crime e não me rendo - é! vem aqui e aqui comigo.
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Que se for um trago: olhe! que seja sucessivo.
Se é um deus (risadas) que não lhe dêem um ofício além-cosmo:
Será que tem fim essa piada sem graça? Doravante só visto rei.
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Dê-me sua bona-vontade e eu lhe recolherei os torpes atirados.
Entenda contudo que não serei um cortês gastado ou outra baratice
e se lá houver urubus-pardos ou colarinho-periferia - sim - eu vou!
.
Sou só cara e mais cara e menos cara e bola mas não dou passe:
Somente abro e sirvo para um bem estar único entre nós - colibris.
O mais prático em mim é a mania de ressurgência não destacada.

4.3.09

Composição sem ordem.

Refuto tomates frescos e não quero aplausos.
Sou contagioso, sou fracasso e sou álcool indigesto.
Um derrame enlouquecido sou em noturnidade plena!
Não era somente aquela longiqüidade às mãos -
Posto que em tempo frustaria essa obliqüa caretice!
Etiqueta-dois também caiu, a três, a quatro: liquidação!
Contudo serei canção em contraditório esquecimento.


( não duvide de um falso índio treslouco )

1.3.09

O colapso é o meu efeito.

Esse é meu diferencial:
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Mastigue
pura sacanagem.

28.2.09

O típico desuso ( ou Com que gosto! )

Largue-se - meninice. Pois que outro tempo haverá - se sisuda lhe cobrir com seu manto negro a tarde de nunca... de nunca ser aquela incipiente e imprópria moceta benvinda? Saltitando e sim e sim e sim: toca-me - doutor - toca-me! Mudava a pessoalidade da minha paciência em assistir. Era ruiva e rouca e rameira e criançola. Um atestado de loucura plena! Mas trepidava meus ossos irrigados de tensão amorosa e que como! (...) Abana-te! Levanta-te! Quem sabe ao acaso de uns tempos mais serei aquela subversão poética que tu me pediste outrora em casamento breve e pouco promissor talvez. Contudo, se houvesse, eu até aceitaria. É! Se tu tens bons gostos e gestos anfidinâmicos e pretensiosas gargalhadas seduzidas. Que gosto! Com que gosto... um dia também - como vês - armei cegueira daqueles outros detalhes que desabaram a torridez de peste em mim. Era em convulsão e outro tempo em lamento. Só aquele cigarro sabe como ou aquele garçom abstraído de qualquer porra de vazio. Não havia garçom. Somente aquela garçonete e eu uma garça entranhada de gestos canalhas. Eu não quero pouco no meu primeiro gole nem mesmo no último deles. Morrerei aí mas não sei se afogo ou me afobo. Não sei. Eu não sei. Não.

Parênteses.

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O dia alucino a noite alucina,
e somos um só terror do estado.




24.2.09

Mais um degrau.

Ali está a caça em que supomos quase caçada.
Ali está a vitória em que supomos quase vencida.
Ali está tudo que supomos quase casa e roupa lavada.
Ali está o vício em que supomos a nossa varanda.
Ali está tudo que suponho, sem medo, é todo meu.
Ali está o cigarro que supomos quase apagado.
Ali está a vantagem que supomos inteiro prejuízo.

Há - é certo - a minha gentil caça sem seu caçador:
e ali tudo se pensa como vive um coração em faísca.
É exceptuado ali um pífio incêndio sem o meu fogaréu
e nele a totalidade supõe que a vida sem fogos não é.
Ali está o mundo em que supomos grande desabitação:
ah! E aquela angústia farofa de ser tudo que não se é.
Ali mora um deus profano e todo e qualquer náufrago:
Em desórbita... recitando um brevíssimo ADEUS.