7.9.09

Estética nua.

Vai, faminta de meus laços,
presa no aperto de fulgor,
sim!, doceza, destes amplexos
transmenbranais...

Segue na rubricidade frenesi
de meus ósculos tardios,
ai, frialdade carmim, desce daí,
segurando na oposição desse sonho,

O meu rio passa pelo humor
de seus seios desamparados,
vindos pelo universo:
incitados.

Ombros.

O garbo é único no intestino do planeta,
Digerindo turbulências e greves de morrer,
assassinos ideológicos e amores para viver.

Ah, a tara é alguma falta de coincidência nua,
pouca Festividade de reencontro, festa lúgubre,
taverna de concreto, bolo místico das massas.

Sim, e ninguém jamais duvidara
que os deuses, os acordes profetizados, os séculos
na crista do universo e a harmonia numérica,
meu bem (?), não significa, mitifica!

20.8.09

Bom dia.

Da proteína o ácido, Do remédio da fome
Ficou o amplexo da agonia, do Leito a insônia,
Do fim da Linha, ai, cedeu-se ao engano, no Prato(?)

O frango Restou, o trigo, o fígado, tudo que é cheirado!
Do dia, um menino adeus, ora, ora, óia se não é Francisco
Tecendo a correria que o mundo traz de tanto fardo nas costas,

Ai, meu deus(?), tu continuas tão analítico pro meu mundo acéfalo,
DE pura ignorância, continuas tão Pai de quase ninguém!



Dedicado a Vasconcelos Almeida de Campos,
Por Augusto Bortolini, Quinta-feira, Ocidente, Século XXI.

18.8.09

Sem saco.

Castelo armado contra minhas boas intenções,
Horário de esquecer qualquer cousa que importasse
e entrar com todo peso do mundo, esqueceria-me
de forma que não me achasse por pêlos e menos
de quinhentos anos, não.

Se eu fosse para o alimento tal como a seca e a carne,
O carinho de amante no tempo certo, no instante inteiro,
O carinho metabolicamente estacionário, crescente,
Seria incompleto: menos homem e deus mais.

O meu parente adoentado não pára com essa doença
De tantos teóricos idealistas e ainda acha tudo seguro,
O outro seguro, igualmente, segura na mão de seu messias,
Repetindo nas suas internações a falta que tem sim de seguir
na prática irremediada: sentir posto que vive e sofrer, que vivendo.

16.8.09

Casa.

Algum pai me disse que era doendo de dó
O casamento de uma triste maria com um eduardo,
Saboreando da ambiguidade parisiense ou amsterdã,
Antes de toda capitalidade embrionária
e Dizeres em três de saudasismo, não sou standart
de antíguas Flores: recuso-me, escuso-me,

Se dessem bem adeus, adeus partiria encantado,
Se bem amassem, massa seria e não é todo sapato
Pisando felicidade, mastigando tristeza, no altar do mundo.
São amores ou são flores no resto da bacia de roupas?
São tempos modernos de antigos suspiros salutares
Ou mera tara de teoria e de Sensação, de Ré sem solução.

15.8.09

Falamos o dia inteiro.

Ai, ai,
Que minha tristeza chega de mercedes,
Da falta de falta, esquecida de minha rainha,
Degraus meus é a ansiedade de cair dos quadris,
Descer da marra de cabra e amarrar esse castigo,
Igualmente dado, chama de traça que não apaga, chama,

Seus bês são bês de fomentar, margarida, meus frutos,
Para seguir tão logo madrugado e certo de tudo no ninho,
Eia, rebento de mim, para a nascença eclética e a imoralidade,

Ambiente meu,
De significados bastardos e de uma Fulô que é de primeira,
Exalando duzentos séculos de quase nada, de completo ermo,
- mero dia (não é troca, não), meu bem,
Ilude tal como a garça dos enganos, és Feminina.

7.8.09

Acusação.

Bom Emanoéu, triste de mim
que desabou entre as torres da Bagaça
e que não tenho muito a declarar, Serafim,
ultimamente, dado pra rima e pra farsa,

Coisas fáceis pra decorar poemas meus,
ou que às escuras aclame a popularidade,
o meu terço boeing não era ermo no céu,
era a quarta parte da transa, ai maldade,

ai meu terror único, meu sabor indileto
da transa que não atingimos no primeiro
e único segundo, insucesso, meu inseto
pontiagudo esguicha meu insignificante,
meu terreiro, em que tempo nasceu e sofreu!

6.8.09

Isso não (?) é poesia.

De aqui pra ali desmedirei cada unidade de minha palavra.
A gente também adora a coreofrasia no moderno, no moderno
Tudo tem a sua significativa oca, no moderno
é simplório como uma nuvem.













Não é?

3.8.09

Horta.

Quarenta e oito rotações no cofre da madrinha que pariu,
São bailarinas entorpecidas, planetárias, frenéticas,
Que mastigam carinhosamente a farda de seus beiços,

Fruem na tentativa escatológica de viver, viver e viver
De todos amores fartos e assassinos de um dia, ai!
Que imitam o céu e a tempestade inesperada, choveu
Na antiga companhia dos bons homens, tudo alagado...

Murmuraria puto com a dinâmica curta de nosso encontro,
Pois, meu bem, meus dedos partiram toda necessidade
De escavar olimpíadas poéticas, até loucuras bárbaras,
Dar frente à estética setentista, variaríamos a nossa sina,
Em pleno ano que termina tudo... foi continuidade segura.

Encarne em mim como se fosse encarnação pornográfica,
Por favor, caia grávida e matada de outrem que nos aflita,
Serei de nosso magnífico acidente urbano - não suma não!

29.7.09

O ócio (?) é isso.

Sou o mágico do interior do mundo,
Segurando a tragicidade em chamas,
Arrisco meu martelo na nobre injustiça.

Sou a traíra inconformada com o moderno,
O canto esquelético em Dorotéia - hermética;
Quem doura quando Doutorado?

Doutores de soluções instantâneas, magníficas,
De anfíbia concórdia, uniporte, de castigo inteiro,
Que me Delirem o quanto for preciso! Rumarei a outra!