13.7.09

Sem graça.

.....Suas nalgas doces interminam a Hospitalidade,
Eu me interno desde ontem e dantes, sempre, pois,
Da falta única de vocação para tantas desordens nocturnas.

.....Se sou atrasado é pelos excessos e pelos esquecimentos,
não tenho percebido grande diferença na falta e na solução,
é tudo da mesma e passageira ordem humana.

Fulminante.

Seus mestiços olhos cantam a falta de bom senso,
Ou coisa contrária qualquer que sempre me agrada muito.

Teus beiços, moça, são seios enchidos na face de pouco,
Ou de muito caso, muito, de muito ou de muito erotismo,
Que a falta é tudo, neste universo florindo e rindo catástrofe,

Eu tenho sido no cálcio do pensamento e da saudade, meu bem,
E ainda termino tantas conjugações na segunda e tenra pessoa.

9.7.09

O tamanho da mensagem.

Ah, meu antigo camarada de bem longe,
Ai que dom é sediarmo-nos amplexos e dores!
Em poucos contínuos anos de mocetagem,
Sem partes e pêlos!

Darmo-nos flatulências ao invés flores cheirosas,
Por que no tristono planeta todos metanam eternamente,
Caligulando Cabritos, chame-os também de práticos,
Quando não volvéssemos para a casa,

Ora, se nunca passara antes, como agora,
Amora ultratrasada, passando esfíngica, pedregosa,
Casta... Boitempo (licença!), na esfera da bondade
Dos homens interrompidos em duas décadas.

6.7.09

Pedaço de meu céu.

O mundo dos outros morre de mágoas,
de tristeza inventada, de mórbido resfriado.
Os meus dedos, na calada das tuas nalgas,
Fabricam a trilha em Ré, trágico-combinado.

Enquanto aqui encarno a boa e assustadora
Aparência de mouro, louco, socialista camuflado,
Dentista desdentado ou balconista e professora,
De todas relíquias transformistas, meu falho ato.

E a antiga manobra brasileira, criei em setenta e três,
Ainda que me esqueceram a autoria, aqui estou eu
Entre a beira de um nada grandioso, meu ex-freguês,
Sentado à púrpura dos famintos globos, medo meu
Da identidade criminosa humana ácida; antiga farra.

4.7.09

O saboroso tédio.

O meu estado chuvoso, plúmbeo,
É um amor nunca dantes avistado,
Em traços bêbados, tenros, frescos,
De tua mucosa, de tua flama, tua alma

Da falta, a pouca e apertada, quase nua.
Tua nítida catarata de boníssima vontade,
Soma-se ao terror risonho da morte, a face
Intrigante da cotinuidade, observa a lua.

Dança rebelde, francisca, suas nalgas,
Frias e bárbaras e robertas, ana-marias,
Sua tarde, nossa casa, suas partes, águas
no Desenho infinito de nossa empacadura,

Amor meu, mas que delírio é essa nossa sina
Que atesta a sorte nascida ali, em pouco, pouco,
Sob a fauna da felicidade que nos falava fundo;
não que eu queira muita festa, meu deus, não,
o que é certo, nunca bastará.

26.6.09

Breve idade.

Toda poesia que sem destino é a minha vila,
De uma nostalgia cheia de colateriedade, ah,
O meu puríssimo estado de contínua vitória!

Minha sossegada religião ultra libertina!
Meu aprazer agradecido por essa sina,

E a vida - feita na sustentabilidade da sugestão
De quando é efetivamente amor ou loucura.

21.6.09

Construção I

Se me tenho presente,
naturalmente são das coisas da terra,
de vindouros escorrendo, do barro, da rocha

Se me tenho memória, pretérito, efêmero,
tento comê-los bem antes do ápice dessa frase,
e me mato de sentí-los na frialdade do endereço

Se me tento homem de todos homens,
tento não podê-los com esse imenso carinho,
mas isso que é de um infinito agrado de irmandade,

não irei ao retrocesso da cólera, mastigá-los, puní-los
como quem se maltrata ainda do castigo na serena morte,
em desmaios aguerridos e serenatas tardias - hipotérmico.

19.6.09

Se eu me torno moribundo.

Se eu me torno moribundo, será que eu fico
ainda com todos adornos clássicos desse viver?
Se me enterro na eternidade de um Labirinto,
Será que a metafísica, pomposa, me segura?

Se eu trouxesse com meus atos um grande tecer,
que se tecesse poesia em extraordinária rima,
onde, se eu quisesse planar... ó, sonho de volver,
serpente de meu lar, mas que vontade de embarcar

Em meu assistente e fraterno coração, minha menina,
ouvir em milhares das órbtias curtas da paixão, na praça
e na face e no beijo quente de se dar há um mês, enfim,
quando nos dizíamos com oito metros de frases, enrolados,

Que se ainda não fosse tarde demais, realmente iríamos,
dous frutos etéreos em tempo de discórdia, a última tentativa,
quando coubesse ir, se tivéssemos uma idéia e por onde seguir,
e não havia, embora ríssemos de toda a gritaria do universo...

15.6.09

Desconhecidos.

Em minha sertanidade de idas feridas,
És tu de franquíssimas derrotas - meu pai,
Feito bicho-homem-ébrio, militar, carrasco,
Quando partirdes em bom tempo, tuas filhas.

E saboreias quaisquer métricas da poética
E de toda mariscada bebida que embebedas,
Pero não tens a métrica das noites modernas

E esqueceste da libertíssima poética, meu tio, meu filho,
É que não há embriaguez na taça do poeta, simplesmente,
Há na amplitude anfiíssima dada ao miocárdio pensante.

14.6.09

Saudade enlouquece.

Quero ficar a noite inteira em teu coração,
Quero ir - acrisolado - em teu doce, menina,
Em tuas cartas inimigas capturando, quero não,
Arrastado pela pátria inteira, trinchar o mundo.

Quem é que me arrochou o peito de saudade,
Depois de feito mesmo a chama nata e franzina?
Ora, ora, dado que desfrutaram de meu ardente,
É de uma pacífica tarde nocturna, um alegro etílico.

Os meus lábios tocam aquela longitude inesperada,
Jamais foste como novamente foram outras e outras,
Longe, tu não és ciclismo consternado, terráquea sim,
Embora, em poética aflorada, tua anáfora é magnífica
na especificidade astronauta, um acidente aperiódico.