6.8.09

Isso não (?) é poesia.

De aqui pra ali desmedirei cada unidade de minha palavra.
A gente também adora a coreofrasia no moderno, no moderno
Tudo tem a sua significativa oca, no moderno
é simplório como uma nuvem.













Não é?

3.8.09

Horta.

Quarenta e oito rotações no cofre da madrinha que pariu,
São bailarinas entorpecidas, planetárias, frenéticas,
Que mastigam carinhosamente a farda de seus beiços,

Fruem na tentativa escatológica de viver, viver e viver
De todos amores fartos e assassinos de um dia, ai!
Que imitam o céu e a tempestade inesperada, choveu
Na antiga companhia dos bons homens, tudo alagado...

Murmuraria puto com a dinâmica curta de nosso encontro,
Pois, meu bem, meus dedos partiram toda necessidade
De escavar olimpíadas poéticas, até loucuras bárbaras,
Dar frente à estética setentista, variaríamos a nossa sina,
Em pleno ano que termina tudo... foi continuidade segura.

Encarne em mim como se fosse encarnação pornográfica,
Por favor, caia grávida e matada de outrem que nos aflita,
Serei de nosso magnífico acidente urbano - não suma não!

29.7.09

O ócio (?) é isso.

Sou o mágico do interior do mundo,
Segurando a tragicidade em chamas,
Arrisco meu martelo na nobre injustiça.

Sou a traíra inconformada com o moderno,
O canto esquelético em Dorotéia - hermética;
Quem doura quando Doutorado?

Doutores de soluções instantâneas, magníficas,
De anfíbia concórdia, uniporte, de castigo inteiro,
Que me Delirem o quanto for preciso! Rumarei a outra!

Demência.

Dependência químico-emotiva, ai meu motor e aço torpe,
Asco meu de tecer loucura, antro sujo de nosso fruto,

Pena é tudo pena, se não posso crescer com que temos, tudo!
não é quase tudo essa pastagem de gente que não acaba
em meus Alucinógenos naturais enfáticos.

21.7.09

Eu não dou a mínima.

Bondade Léxica é parapouco no mundo da falta,
Quando Alex não teve lá boas condições de resposta.
Se eu fosse armário de guardar qualquer passagem,
Teríamos outro tempo de concórdia e boa noite.

14.7.09

Complexo-moderno.

Como eu gosto de um mergulho-cabeça
em Sivuca, se me deito mais,
mais prosa serei.

Se eu fosse um tal inebriado qualquer,
é claro, não seria um desperdício,
anotariam que sempre gostara de subir,
sobressaindo à caa-que-tinga.

Se eu pudesse, como seria se tudo fosse,
Se chegasse ainda mais LISÉRGICO,
Falando Do Latim, na transa, couve-flor.

13.7.09

Sem graça.

.....Suas nalgas doces interminam a Hospitalidade,
Eu me interno desde ontem e dantes, sempre, pois,
Da falta única de vocação para tantas desordens nocturnas.

.....Se sou atrasado é pelos excessos e pelos esquecimentos,
não tenho percebido grande diferença na falta e na solução,
é tudo da mesma e passageira ordem humana.

Fulminante.

Seus mestiços olhos cantam a falta de bom senso,
Ou coisa contrária qualquer que sempre me agrada muito.

Teus beiços, moça, são seios enchidos na face de pouco,
Ou de muito caso, muito, de muito ou de muito erotismo,
Que a falta é tudo, neste universo florindo e rindo catástrofe,

Eu tenho sido no cálcio do pensamento e da saudade, meu bem,
E ainda termino tantas conjugações na segunda e tenra pessoa.

9.7.09

O tamanho da mensagem.

Ah, meu antigo camarada de bem longe,
Ai que dom é sediarmo-nos amplexos e dores!
Em poucos contínuos anos de mocetagem,
Sem partes e pêlos!

Darmo-nos flatulências ao invés flores cheirosas,
Por que no tristono planeta todos metanam eternamente,
Caligulando Cabritos, chame-os também de práticos,
Quando não volvéssemos para a casa,

Ora, se nunca passara antes, como agora,
Amora ultratrasada, passando esfíngica, pedregosa,
Casta... Boitempo (licença!), na esfera da bondade
Dos homens interrompidos em duas décadas.

6.7.09

Pedaço de meu céu.

O mundo dos outros morre de mágoas,
de tristeza inventada, de mórbido resfriado.
Os meus dedos, na calada das tuas nalgas,
Fabricam a trilha em Ré, trágico-combinado.

Enquanto aqui encarno a boa e assustadora
Aparência de mouro, louco, socialista camuflado,
Dentista desdentado ou balconista e professora,
De todas relíquias transformistas, meu falho ato.

E a antiga manobra brasileira, criei em setenta e três,
Ainda que me esqueceram a autoria, aqui estou eu
Entre a beira de um nada grandioso, meu ex-freguês,
Sentado à púrpura dos famintos globos, medo meu
Da identidade criminosa humana ácida; antiga farra.