15.8.09

Falamos o dia inteiro.

Ai, ai,
Que minha tristeza chega de mercedes,
Da falta de falta, esquecida de minha rainha,
Degraus meus é a ansiedade de cair dos quadris,
Descer da marra de cabra e amarrar esse castigo,
Igualmente dado, chama de traça que não apaga, chama,

Seus bês são bês de fomentar, margarida, meus frutos,
Para seguir tão logo madrugado e certo de tudo no ninho,
Eia, rebento de mim, para a nascença eclética e a imoralidade,

Ambiente meu,
De significados bastardos e de uma Fulô que é de primeira,
Exalando duzentos séculos de quase nada, de completo ermo,
- mero dia (não é troca, não), meu bem,
Ilude tal como a garça dos enganos, és Feminina.

7.8.09

Acusação.

Bom Emanoéu, triste de mim
que desabou entre as torres da Bagaça
e que não tenho muito a declarar, Serafim,
ultimamente, dado pra rima e pra farsa,

Coisas fáceis pra decorar poemas meus,
ou que às escuras aclame a popularidade,
o meu terço boeing não era ermo no céu,
era a quarta parte da transa, ai maldade,

ai meu terror único, meu sabor indileto
da transa que não atingimos no primeiro
e único segundo, insucesso, meu inseto
pontiagudo esguicha meu insignificante,
meu terreiro, em que tempo nasceu e sofreu!

6.8.09

Isso não (?) é poesia.

De aqui pra ali desmedirei cada unidade de minha palavra.
A gente também adora a coreofrasia no moderno, no moderno
Tudo tem a sua significativa oca, no moderno
é simplório como uma nuvem.













Não é?

3.8.09

Horta.

Quarenta e oito rotações no cofre da madrinha que pariu,
São bailarinas entorpecidas, planetárias, frenéticas,
Que mastigam carinhosamente a farda de seus beiços,

Fruem na tentativa escatológica de viver, viver e viver
De todos amores fartos e assassinos de um dia, ai!
Que imitam o céu e a tempestade inesperada, choveu
Na antiga companhia dos bons homens, tudo alagado...

Murmuraria puto com a dinâmica curta de nosso encontro,
Pois, meu bem, meus dedos partiram toda necessidade
De escavar olimpíadas poéticas, até loucuras bárbaras,
Dar frente à estética setentista, variaríamos a nossa sina,
Em pleno ano que termina tudo... foi continuidade segura.

Encarne em mim como se fosse encarnação pornográfica,
Por favor, caia grávida e matada de outrem que nos aflita,
Serei de nosso magnífico acidente urbano - não suma não!

29.7.09

O ócio (?) é isso.

Sou o mágico do interior do mundo,
Segurando a tragicidade em chamas,
Arrisco meu martelo na nobre injustiça.

Sou a traíra inconformada com o moderno,
O canto esquelético em Dorotéia - hermética;
Quem doura quando Doutorado?

Doutores de soluções instantâneas, magníficas,
De anfíbia concórdia, uniporte, de castigo inteiro,
Que me Delirem o quanto for preciso! Rumarei a outra!

Demência.

Dependência químico-emotiva, ai meu motor e aço torpe,
Asco meu de tecer loucura, antro sujo de nosso fruto,

Pena é tudo pena, se não posso crescer com que temos, tudo!
não é quase tudo essa pastagem de gente que não acaba
em meus Alucinógenos naturais enfáticos.

21.7.09

Eu não dou a mínima.

Bondade Léxica é parapouco no mundo da falta,
Quando Alex não teve lá boas condições de resposta.
Se eu fosse armário de guardar qualquer passagem,
Teríamos outro tempo de concórdia e boa noite.

14.7.09

Complexo-moderno.

Como eu gosto de um mergulho-cabeça
em Sivuca, se me deito mais,
mais prosa serei.

Se eu fosse um tal inebriado qualquer,
é claro, não seria um desperdício,
anotariam que sempre gostara de subir,
sobressaindo à caa-que-tinga.

Se eu pudesse, como seria se tudo fosse,
Se chegasse ainda mais LISÉRGICO,
Falando Do Latim, na transa, couve-flor.

13.7.09

Sem graça.

.....Suas nalgas doces interminam a Hospitalidade,
Eu me interno desde ontem e dantes, sempre, pois,
Da falta única de vocação para tantas desordens nocturnas.

.....Se sou atrasado é pelos excessos e pelos esquecimentos,
não tenho percebido grande diferença na falta e na solução,
é tudo da mesma e passageira ordem humana.

Fulminante.

Seus mestiços olhos cantam a falta de bom senso,
Ou coisa contrária qualquer que sempre me agrada muito.

Teus beiços, moça, são seios enchidos na face de pouco,
Ou de muito caso, muito, de muito ou de muito erotismo,
Que a falta é tudo, neste universo florindo e rindo catástrofe,

Eu tenho sido no cálcio do pensamento e da saudade, meu bem,
E ainda termino tantas conjugações na segunda e tenra pessoa.