29.7.09

Demência.

Dependência químico-emotiva, ai meu motor e aço torpe,
Asco meu de tecer loucura, antro sujo de nosso fruto,

Pena é tudo pena, se não posso crescer com que temos, tudo!
não é quase tudo essa pastagem de gente que não acaba
em meus Alucinógenos naturais enfáticos.

21.7.09

Eu não dou a mínima.

Bondade Léxica é parapouco no mundo da falta,
Quando Alex não teve lá boas condições de resposta.
Se eu fosse armário de guardar qualquer passagem,
Teríamos outro tempo de concórdia e boa noite.

14.7.09

Complexo-moderno.

Como eu gosto de um mergulho-cabeça
em Sivuca, se me deito mais,
mais prosa serei.

Se eu fosse um tal inebriado qualquer,
é claro, não seria um desperdício,
anotariam que sempre gostara de subir,
sobressaindo à caa-que-tinga.

Se eu pudesse, como seria se tudo fosse,
Se chegasse ainda mais LISÉRGICO,
Falando Do Latim, na transa, couve-flor.

13.7.09

Sem graça.

.....Suas nalgas doces interminam a Hospitalidade,
Eu me interno desde ontem e dantes, sempre, pois,
Da falta única de vocação para tantas desordens nocturnas.

.....Se sou atrasado é pelos excessos e pelos esquecimentos,
não tenho percebido grande diferença na falta e na solução,
é tudo da mesma e passageira ordem humana.

Fulminante.

Seus mestiços olhos cantam a falta de bom senso,
Ou coisa contrária qualquer que sempre me agrada muito.

Teus beiços, moça, são seios enchidos na face de pouco,
Ou de muito caso, muito, de muito ou de muito erotismo,
Que a falta é tudo, neste universo florindo e rindo catástrofe,

Eu tenho sido no cálcio do pensamento e da saudade, meu bem,
E ainda termino tantas conjugações na segunda e tenra pessoa.

9.7.09

O tamanho da mensagem.

Ah, meu antigo camarada de bem longe,
Ai que dom é sediarmo-nos amplexos e dores!
Em poucos contínuos anos de mocetagem,
Sem partes e pêlos!

Darmo-nos flatulências ao invés flores cheirosas,
Por que no tristono planeta todos metanam eternamente,
Caligulando Cabritos, chame-os também de práticos,
Quando não volvéssemos para a casa,

Ora, se nunca passara antes, como agora,
Amora ultratrasada, passando esfíngica, pedregosa,
Casta... Boitempo (licença!), na esfera da bondade
Dos homens interrompidos em duas décadas.

6.7.09

Pedaço de meu céu.

O mundo dos outros morre de mágoas,
de tristeza inventada, de mórbido resfriado.
Os meus dedos, na calada das tuas nalgas,
Fabricam a trilha em Ré, trágico-combinado.

Enquanto aqui encarno a boa e assustadora
Aparência de mouro, louco, socialista camuflado,
Dentista desdentado ou balconista e professora,
De todas relíquias transformistas, meu falho ato.

E a antiga manobra brasileira, criei em setenta e três,
Ainda que me esqueceram a autoria, aqui estou eu
Entre a beira de um nada grandioso, meu ex-freguês,
Sentado à púrpura dos famintos globos, medo meu
Da identidade criminosa humana ácida; antiga farra.

4.7.09

O saboroso tédio.

O meu estado chuvoso, plúmbeo,
É um amor nunca dantes avistado,
Em traços bêbados, tenros, frescos,
De tua mucosa, de tua flama, tua alma

Da falta, a pouca e apertada, quase nua.
Tua nítida catarata de boníssima vontade,
Soma-se ao terror risonho da morte, a face
Intrigante da cotinuidade, observa a lua.

Dança rebelde, francisca, suas nalgas,
Frias e bárbaras e robertas, ana-marias,
Sua tarde, nossa casa, suas partes, águas
no Desenho infinito de nossa empacadura,

Amor meu, mas que delírio é essa nossa sina
Que atesta a sorte nascida ali, em pouco, pouco,
Sob a fauna da felicidade que nos falava fundo;
não que eu queira muita festa, meu deus, não,
o que é certo, nunca bastará.

26.6.09

Breve idade.

Toda poesia que sem destino é a minha vila,
De uma nostalgia cheia de colateriedade, ah,
O meu puríssimo estado de contínua vitória!

Minha sossegada religião ultra libertina!
Meu aprazer agradecido por essa sina,

E a vida - feita na sustentabilidade da sugestão
De quando é efetivamente amor ou loucura.

21.6.09

Construção I

Se me tenho presente,
naturalmente são das coisas da terra,
de vindouros escorrendo, do barro, da rocha

Se me tenho memória, pretérito, efêmero,
tento comê-los bem antes do ápice dessa frase,
e me mato de sentí-los na frialdade do endereço

Se me tento homem de todos homens,
tento não podê-los com esse imenso carinho,
mas isso que é de um infinito agrado de irmandade,

não irei ao retrocesso da cólera, mastigá-los, puní-los
como quem se maltrata ainda do castigo na serena morte,
em desmaios aguerridos e serenatas tardias - hipotérmico.